O sorriso - soneto 2
Infelizmente, comentar sobre este soneto estragaria seu intento, porém, os olhos atentos e mentes ativas poderão entender meu intento.
Com a luz da manhã, vem o sorriso
Trajado de seu brilho entre as brumas...
Plácido, morno e leve como plumas,
Não deixando, porém, de ser conciso
E na suavidade do seu encanto,
Esculpe sentimento tão presente
Que desliza à fronteira de uma mente
Envolvida no véu deste acalanto
Um sorriso tão nobre quanto vil;
Um sorriso por vezes esquecido;
Um sorriso que nunca se partiu.
Restando ao coração desvanecido
Que, no brilho da aurora, o entreviu,
Dizer quando será respondido.
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