Súplica

 Ao vento que se ergue, clamo que

 Me leve. Me leve para onde não

 Doa, para onde possa viver, para

 Onde possa esquecer, para onde se

Voa quando nada resta a fazer.


O tempo me escapa, as sombras se 

Deitam sobre mim, a luz já não me

Alcança. Peço que se apiede, me

Tome em seus braços e me varra

Com sua dança.


Varra meu destino, pois deste

Mundo não me restam memórias.

Apenas lagos em grutas salinas.

Sei que demando muitas coisas, o

Que vem à cabeça. Mas acima de 

Tudo, rogo que não me esqueça.




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