Bertin – O Trovador Franco
Em um ambiente à meia-luz, o fulgor das velas parece acompanhar vagarosamente a melodia cantada por um homem com um alaúde no centro da taverna. Casais se aninham, mulheres se emocionam, homens abrandam o olhar. A saudade outonal toma conta do lugar, e o tempo parece não correr mais.
Os aplausos seguem o término da canção, e todos sentem que voltaram aos seus corpos, se dando conta do transe em que foram colocados pelo timbre do trovador. Mas alguém não parecia estar tão satisfeito quanto os outros:
Os aplausos seguem o término da canção, e todos sentem que voltaram aos seus corpos, se dando conta do transe em que foram colocados pelo timbre do trovador. Mas alguém não parecia estar tão satisfeito quanto os outros:
—Mas que merda! Meu cu cantaria uma melodia melhor! — disse o homem que, embora estivesse abrigado do vento de outono, parecia prestes a ter o mesmo destino das folhas secas das árvores. Ele cuspiu e seguiu esbravejando insultos. Bertin se virou vagarosamente, dirigiu um olhar altivo e estreito ao homem, que parecia um galho prestes a partir, e disse:
e uma cabeça bem oca.
Um barulho surdo, interjeições misturadas a suspiros, algo pesado vai de encontro com o chão, uma flatulência retumbante segue a queda. Mais uma melodia ecoa entre as paredes da Taverna do Druida Bêbado...
OBS: Quem estiver lendo este texto em um smartphone, gire a tela.
"Tanta emoção neste peito,
Por tamanho desrespeito,
merece um soco na boca!"Um barulho surdo, interjeições misturadas a suspiros, algo pesado vai de encontro com o chão, uma flatulência retumbante segue a queda. Mais uma melodia ecoa entre as paredes da Taverna do Druida Bêbado...
OBS: Quem estiver lendo este texto em um smartphone, gire a tela.
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