O Olhar
Seu olhar, não sei dizer quando partiu...
Se não dilucidei a raiz do intento;
Se meu benquerer foi-lhe sonolento;
Ou se me vitimei de um doce ardil.
Haveria sido eu a criatura vil,
Nascida sob o cálido tormento
De seu presságio negro e pestilento,
Que com pura inocência o ressentiu?
Com você, foi-se o brilho deste mundo
Cinzas amargas, rastros da partida
Honraria por esforço tão infecundo
Por que minha esperança foi varrida
Na breve eternidade de um segundo,
Belo e perdido olhar da minha vida?
Muito bom, poeta!
ResponderExcluirMuito obrigado, parceiro! Em breve postarei mais! 🙂
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